
Ressuscitados pelo amor de Deus e a intercessão de Maria
Segunda Vinda de Jesus
SEGUNDA VINDA DE JESUS
CAPÍTULO XV
AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
As setenta semanas de Daniel são um marco na escatologia.
Na verdade, as setenta semanas se referem a semanas de anos que representam quatrocentos e noventa anos. Precisamos entendê-las, pois revelam a cronologia dos acontecimentos e os próprios eventos finais. Há necessidade de bastante atenção na contagem das semanas, mas especialmente no que diz respeito à última semana, pois todos os acontecimentos finais convergem para esta semana. Não vamos nos deter nas sessenta e nove semanas que já se cumpriram, pois há bastante literatura sobre o assunto, mas partiremos das afirmações de Daniel: "Setenta semanas foram fixadas a teu povo e a tua cidade santa para dar fim à prevaricação, selar pecados e expiar a iniquidade, para instaurar uma justiça eterna, encerrar a visão e a profecia e ungir o Santo dos Santos" (Dn 9,24).
O profeta afirma que as setenta semanas concluirão o projeto salvador de nosso Deus. Vê Daniel que, ao final desse tempo, a transgressão terá cessado, os pecados serão lacrados e a justiça eterna terá sido instaurada, além de lacrar as visões e profecias e ungir o Santo dos Santos. Ora, tudo isso nos passa a ideia da construção de um projeto salvífico.
ao longo da história da salvação, percebemos três grupos distintos que Deus irá trabalha: o povo judeu, descendente de Abraão, as nações pagãs e a Igreja. Por meio de Abraão, Deus forma um povo cuja missão era revelar ao mundo um Deus único, vivo e verdadeiro, que agia em seu povo e através do seu povo.
O povo de Deus tinha, portanto, a missão de , por seu modo de viver, por seu testemunho, ser diferente dos outros povos, de tal modo que revelasse a presença de um Deus vivo e verdadeiro no meio deles. Esse povo convivia com as nações pagas e por diversas, vezes foi dispersado no meio delas, para, de certo modo, preparar-lhes o coração para acolher o Deus único e verdadeiro.
Chegada a plenitude dos tempos, Deus envia seu filho para revelar ao mundo o Pai, para destruir o pecado e suas consequência. Jesus, então, cumpre estar com essa Igreja até a consumação dos tempos.
Segundo o apóstolo Paulo, Deus considera distinta mente os judeus, os gentios (pagãos) e a Igreja. É importante termos claro que Deus não faz acepção de pessoas, mas lida de maneira diferente com cada uma delas, tendo sempre em vista a salvação de todos. "Não vos torneis ocasião de escândalo nem para judeus, nem para os gregos, nem para a Igreja de Deus" (1 Cor 10,32).
Em toda a história da salvação, deus só tratou com seu povo quando ele estava em sua terra, a Palestina, dada aos judeus em possessão perpétua. Quando Daniel tem a visão, por volta do século VII a. C., os israelitas se encontravam no exílio, na Babilônia. Segundo a própria profecia, a contagem das setenta semanas se daria a partir do retorno e da reconstrução do templo, o que se deu em 445 a. C. Portanto, a contagem das sessenta e nove semanas de anos começou em 445 a. C. e se prolongou até a morte do Ungido (Messias). O relógio de Deus descrito na profecia das setenta semanas de anos de Daniel para com a morte do Messias. Uma série de acontecimentos tem início, como descrito no capítulo 9, versículo 26: "Se pois de sessenta e duas semanas, o Ungido será eliminado embora Ele não tenha... E a cidade e o santuário serão destruídos por um príncipe que virá. Seu fim será no cataclismo e, até o fim, a guerra e as desolações decretadas."
Historicamente falando, foi exatamente o que aconteceu: após a morte de Jesus, o templo foi destruído, o povo judeu foi expulso de sua ter, proibido de retornar, tendo sido espalhado por todo o mundo e sofrido perseguições em todos os lugares. Ao final do Século XIX, um grupo de judeus, liderados por Theodoro Herzoht, se mobilizou para retornar para sua terra, pois chegaram à conclusão de que, somente em sua própria terra, poderiam gozar de paz.
Para que os acontecimentos profetizados para a última semana de Daniel se cumpram, é necessário, como já disse anteriormente, que os judeus já tenham retornado para a sua terra e outros acontecimentos descritos nessa profecia tenham se cumprido. Isto é, o anticristo tenha se manifestado, se aproximado de Israel e feito com eles uma aliança, ajudando-os a reconstruir o templo de Jerusalém, para então se desenrolarem os acontecimentos profetizados no versículo 27: "Ele confirmará uma aliança com muitos durante uma semana; e pelo tempo de meia semana fará cessar o sacrifício e a oblação. E sobre a nave do templo estará a abominação da desolação até o fim, até o tempo fixado para o desolador" ( Dn 9,27).
A abominação da desolação mencionada por Daniel é descrita por Jesus como sinal para o início da grande tribulação: "Quando, portanto, virdes a abominação da desolação de que fala o profeta Daniel, instalada no lugar santo - que o leitor entenda, aquele que estiver no terraço, não desça para apanhar as coisas da sua casa e aquele que estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua veste! Ai daquelas que estiverem grávidas e estiverem amamentando naqueles dias! Pedi para que a vossa fuga não aconteça no inverno ou num sábado. Pois naquele tempo haverá uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais" (Mt 24, 15-21).
Na Bíblia de Jerusalém, o comentarista destaca que alguns dos antigos padres da Igreja transpunham a última semana para o fim dos tempos (p. 1703, item n).
O anjo e as setenta semanas
"Eu estava ainda falando, proferindo minha oração, confessando meus pecados e os pecados do meu povo, Israel, e apresentando a minha súplica diante de Iahweh, meu Deus, pela santa montanha do meu Deus; eu estava ainda falando, em oração quando Gabriel, aquele homem que eu tinha notado antes, na visão, aproximou-se de mim, num voo rápido, pela hora da oblação da tarde. Ele veio para falar-me, e disse: "Daniel, eu saí para vir instruir-te na inteligência. Desde o começo da tua súplica uma palavra foi pronunciada e eu vinha para comunicá-la a ti, porque és o homem das predileções.
Presta, pois, atenção à palavra e recebe a comparação da visão: Setenta semanas foram fixadas para o teu povo e a tua cidade santa para fazer cessar a transgressão e lacrar os pecados; para expiar a iniquidade e intensificar uma justiça eterna, para sigilar visão e profecia e para ungir o santo dos santos. Fica sabendo, pois, e compreende isto: desde a promulgação do decerto sobre o retorno e a reconstrução de Jerusalém até um Príncipe Ungido, haverá sete semanas. Durante sessenta e duas semanas serão novamente construídas praças e muralhas, embora em tempos calamitosos. Depois das sessenta e duas semanas, um Ungido será eliminado, embora Ele não tenha... E a cidade e o Santuário serão destruídos por um príncipe que virá. Seu fim será no cataclismo e, até o fim, a guerra e as desolações decretadas. Ele confirmará uma aliança com muitos durante uma semana; e pelo tempo de meia semana fará cessar os sacrifícios e a oblação.
E sobre a nave do templo "estará a abominação da desolação até o fim, até o termo fixado para o desolador" (Dn 9,20-27).
Deus manda um anjo revelar a Daniel o significado das setenta semanas. Na verdade, ele está se referindo às setenta semanas de anos ou quatrocentos e noventa anos. Uma semana de anos equivale a sete anos: "Fica sabendo, pois, e compreende isso: Desde a promulgação do decreto sobre o retorno e a reconstrução de Jerusalém até um príncipe Ungido, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas."
O templo de Jerusalém, destruído no início do cristianismo, será reconstruído com a ajuda do príncipe que virá e fará aliança com muitos, inclusive com o povo judeu, por uma semana de anos.
Um dos sinais que permitirá aos judeus "reconhecerem" o Messias é que ele ajudará a reconstruir o templo de Jerusalém. Há informações de que todo o material necessário para a reconstrução do templo ja está comprado e que existem 400 jovens, da linhagem sacerdotal, preparados para oficializar o culto no templo.
Contudo, existe um problema sério. No lugar do templo existe atualmente a Mesquita de Omar, dos árabes. Do antigo templo, restou apenas o muro, denominado das Lamentações, onde diuturnamente os judeus oram. Os islamitas acreditam que a Mesquita de Omar é o lugar de onde Maomé partiu para o céu, num cavalo branco.
O anticristo, que para o judeu será o Messias, fará uma aliança com muitos, o que provavelmente possibilitará a reconstrução do templo. Lembre-se de que ele será capaz de propor ao mundo paz e segurança. Será capaz de encantar o mundo: "Pois há de seguir falsos cristos e falsos profetas que apresentarão sinais e prodígios de modo a enganar, se possível, até mesmo os eleitos" (Mt 24,24).
Todas as profecias ressaltam que os judeus terão o anticristo como Messias. Após enganá-los, o anticristo mudará os tempos e a lei. "Proferirá insultos contra o Altíssimo e porá à prova os santos do Altíssimo; ele tentará mudar os tempos e a Lei, e os santos serão entregues em suas mãos por um tempo, pois dois tempos e metade de um tempo" (Dn 7,25).
Nesse momento, os judeus acordarão e tomarão consciência de que ele não é o Messias esperado. A partir de então se desencadeará uma grande perseguição contra eles por três anos e meio: "Por um tempo, dois tempos e metade de um tempo, ou seja Três anos e meio: meia semana de anos" (Dn 9,27); 1260 dias (Ap 12,6); 42 meses (Ap 13,5).
"Jesus diz: Vim em nome do meu pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo" (Jo 5,43).
Quando os Judeus perceberem que o anticristo não é o verdadeiro Messias, dirão: "Matamos o Messias verdadeiro." Então se cumprirá o que Zacarias profetizou: "Derramarei sobre a casa de Davi e sobre todo habitante de Jerusalém um espírito de graça e de súplica, e eles olharão para mim. Quando àquele que eles transpassaram, eles o lamentarão como se fosse a lamentação de um filho único; eles chorarão como se chora sobre o primogênito" (Zc 12,10).
Entendendo os fatos
O povo de Israel viveu séculos esperando a chegada do Messias. Há dois mil anos Jesus, o Messias, veio e eles não o reconheceram e o mataram, acreditando que Jesus era um impostor. Aproximadamente dois mil e setecentos anos depois, vem o impostor (o anticristo) e eles o acolhem como o Messias e fazem uma aliança com ele. Após três anos e meio essa aliança é rompida. A conclusão será óbvia: se esse Messias é falso, então nós matamos o verdadeiro há mais dois mil anos atrás. Imagine como será o arrependimento de Israel. Nesse dia, eles olharão para aquele que ultrapassaram e lamentarão tribo por tribo.
ao final da grande Tribulação, virá Jesus com grande poder e glória. Nesse momento se cumprirá o que Jesus predisse: "Pois eu vos digo: não me vereis, desde agora, até o dia em que direis: Bendito o que vem em nome do Senhor!" (Mt 32,39).
Certamente será um dia glorioso para Jerusalém e para todo o povo de Israel, cumprindo assim mais uma profecia: "Naquele dia haverá para casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém uma fonte aberta, para levar o pecado e a mancha" (Zc 13,1).
A última semana
A última semana de Daniel tem início com o arrebatamento da Igreja fiel. O anticristo se manifestará para o mundo e conseguirá oferecer uma falsa paz e segurança. Com isso, o mundo se encantará. Os judeus o acolherão como Messias e ele ajudará a reconstruir o templo de Jerusalém. Nesse momento, todos os que não tiverem a marca da besta sofrerão todo o tipo de perseguição. No meio da semana de anos, os judeus descobrirão que ele é judeu, portanto não pode ser o Messias, só que já será tarde, porque com o poder que possui exigirá culto para si, profanará o templo e desencadeará uma grande perseguição ao povo judeu.
A semana termina com a vinda de Cristo acompanhado pelos anjos e santos.
O Missionário - Ressuscitados pelo amor de Deus e a intercessão de Maria
CAPÍTULO XVI
O BRAMIDO DAS ONDAS DO MAR
"Logo após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes do céu serão abalados.
Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens com poder e grande glória" (Mt 24,29-30).
De acordo com o evangelista Mateus, logo após a grande tribulação, Jesus virá em glória sobre as nuvens. Também ele, como Lucas, destaca as manifestações cósmicas que precederão a chegada de Jesus.
"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e as nações em angústia, inquietas pelo bramido do mar e das ondas; os homens desfalecerão de medo, na expectativa do que ameaçará o mundo habitado, pois os poderes dos céus serão abalados. E então verão o filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. Quando começarem a acontecer essas coisas, erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação" (Lc 21,25-28).
Todas as vezes que a Bíblia se refere à manifestação divina, lemos que ela é precedida por manifestações da natureza, quer sejam trovões, raios ou fenômenos parecidos. No trecho acima o próprio Jesus, referindo-se à sua vinda gloriosa, revela que haverá sinais grandiosos no sol, na lua nas estrelas, revelações, como, por exemplo, o bramido do mar e das ondas.
Conforme a segunda parte do versículo 25, as nações estarão angustiadas pelo bramido do mar e das ondas.
Esse texto nos chama a atenção especialmente quando observamos os acontecimentos atuais e as previsões dos cientistas a respeito desse assunto.
O mundo todo acompanhou o drama do Tsunami ocorrido na Ásia, que vitimou cerca de trezentas mil pessoas. Dias depois, um pescador, no chile deu um falso alarme sobre um possível Tsunami; centenas de pessoas fugiram de casa, com medo, e houve quem corresse de ataque cardíaco.
Diariamente, vemos toda a mídia noticiar o efeito estufa, tema que no último Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, ocupou dezessete títulos de conferência. Também o Fórum Social Mundial, realizado no Quênia, tratou esse assunto com ênfase.
Efeito estufa
O efeito estufa é o resultado da elevação de temperatura causada pela camada de gás carbônico acumulado na atmosfera, que impede o ar quente resultante do aquecimento solar da crosta terrestre de se dispensar, retendo, assim, o calor na superfície do planeta. O grave problema do efeito estufa é a elevação da temperatura da terra e as consequências por ela provocadas.
Dois mil e quinhentos cientistas de mais de cento e trinta países têm estudado esse assunto, que culminou num relatório do painel intergovernamental de mudanças climáticas (IPCC, em Inglês). Avaliado por quinhentos especialistas pertencentes ao IPCC, o documento foi estudo durante dois anos para se chegar às seguintes conclusões:
a) Impactos na elevação da temperatura: No final do século XXI, as temperaturas aumentarão entre 1,8 e 4 graus Celsius, com relação à temperatura de 1980 a 1999, ainda que estas sejam as previsões mais otimistas numa escala que vai até 6,4 graus Celsius.
b) Os estudos realizados desde 1964 mostram que a temperatura média do oceano aumentou até uma profundidade de até 3 mil metros e que o oceano absorve mais de 80% do calor acrescentado ao sistema climático.
c) O aquecimento provoca a aceleração do degelo nas calotas polares, aumentando o volume de água nos oceanos.
d) O aquecimento médio de 18 a 4 graus Celsius previsto pelos cientistas do IPCC, com relação aos valores da era pré-industrial, acarretaria o desaparecimento completo do gelo da Groenlândia, o que implica na elevação de 7 metros no nível do mar. As geleiras estão derretendo três vezes mais rápido do que na década de 1980.
e) O nível médio dos oceanos do mundo deve subir até 59 centímetros ao longo deste século, mas é possível que o aumento seja ainda maior dependendo do degelo da Groenlândia e da Antártida.
f) A elevação da temperatura do mar aumenta a incidência e intensidade das tempestades e furações.
g) O aumento do nível dos oceanos fará com que as ondas avancem sobre as cidades, engolindo ruas e casas. Para se ter uma ideia, só na Indonésia há uma previsão de que das 2 mil ilhas existentes 1.700 serão submersas, várias cidades à beira-mar vão também ficar submersas e alguns países desaparecerão do mapa. O aumento do nível dos oceanos significará que 200 milhões de pessoas terão que abandonar suas casas e locais de moradia.
Impactos causados por essas catástrofes
Uma versão destes estudos projeta que entre 200 e 700 milhões de pessoas a mais podem enfrentar a escassez de alimentos até 2080 e que entre 1,1 bilhão e 3,2 bilhões de habitantes sofrerão com a falta de água no mundo.
Cientistas afirmam: ou fazemos alguma coisa agora, para controlar a emissão de gases e diminuir o impacto sobre o efeito estufa, ou em dez anos não haverá mais o que se fazer. Os especialistas do IPCC, no entanto, afirmam que o processo já é irreversível e que a terra necessitará de pelo menos mil anos para se restaurar.
Em relação a Antártida e à Groelândia, o aquecimento da temperatura está provocando derretimento de placas de gelo gigantescas, que passam a se deslocar no mar, gerando movimentos imensos de água, com ondas incalculáveis. Para dar um exemplo dos estragos provocados na natureza, há pouco tempo os cientistas previram que, em razão da elevação da temperatura, em dez anos não haverá mais casais reprodutores de determinada espécie de pinguins que vivem no continente do gelo.
Na época, havia cerca de 600 casais reprodutores; hoje muito antes dos dez anos, só existem seis.
Não é tão absurdo então pensarmos na possibilidade real de acontecer grandes maremotos, tsunamis ou coisas parecidas, uma vez que os próprios cientistas são praticamente unânimes ao afirmar sobre os ricos catastróficos povoados pela ação devastadora do homem na natureza, especialmente no que diz respeito ao efeito estufa.
A alteração da temperatura interfere em diversas áreas da natureza, causando desequilíbrios ecológicos com consequências imprevisíveis, por exemplo: a alteração da temperatura significa maior consumo de energia, significa alteração no índice pluviométrico em alguns lugares para mais, em outros lugares para menos. interfere diretamente na produção de alimentos; quando ocorre para mais, gera destruição,.
Há pouco tempo, aqui no Brasil, acompanhamos o total esgotamento de rios no Amazonas e as graves consequências que esse fato provocou na vidada população da região. A mídia tem noticiado as catástrofes na Austrália. De um lado, incêndios devastadores; de outro lado, inundações, também devastadoras.
Nos Estados Unidos, tufões, furacões - inclusive o ocorrido na Califórnia - têm trazido preocupações àquela nação.
Dizem os cientistas que efeito estufa deverá causar um impacto negativo na economia mundial de 20%. Não é difícil imaginar as consequências desastrosas desencadeadas por esse processo.
Diante de todos esses fatos - não mais de especulações, mas de dados científicos - nós, cristãos, temos na própria palavra de Deus uma belíssima mensagem alentadora, especialmente em Lucas: "Quando começam a acontecer essas coisas, erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação" (Lc 21,28).
Jesus revela qual deverá ser a postura da Igreja fiel: em vez de angústia e inquietação, alegria e esperança, pois se para o mundo será um dia terrível, para a Igreja fiel será um dia de libertação.
Caberá a cada um escolher a qual pertence. O primeiro grupo, o que terá pavor, será composto por aqueles que não deram ouvidos à palavra de Deus e, portanto, por ocasião da vinda do Senhor, estarão vivendo uma vida de pecado, mundana, sem se importar com o dia do Senhor. O segundo grupo será composto por todos aqueles que, lendo e ouvido a palavra de Deus, procuraram viver uma vida de santidade, esforçando-se por agradar ao Senhor. Para eles a segunda vinda de Jesus será a entrada definitiva na vida gloriosa.
A figueira e todas as árvores
"Em seguida contou-lhes uma parábola: Vede a figueira e as árvores todas. Quando brotam, olhando-as sabeis que o verão já está próximo. Da mesma forma também vós, quando virdes estas coisas acontecerem, sabeis que o Reino de Deus está próximo.
Em verdade vos digo esta geração não passará sem que tudo aconteça.
O céu e aterra passarão; minhas palavras, porém não passarão". (Lc 21,29-33)
"Vede a figueira e todas as árvores", essa é a orientação de Jesus. A figueira é Israel e todas as árvores são os demais acontecimentos relativos ao cumprimento das profecias sobre a segunda vinda do Senhor.
A figueira já floresceu. Hoje, portanto, quando olhamos para Israel e para os outros acontecimentos, podemos concluir que o dia do Senhor está próximo. Jesus afirma que a geração que visse a figueira florescer veria também os outros acontecimentos se cumprirem.
Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, além de alertar a Igreja para que ela não seja surpreendida, também está preparando a noiva para as núpcias. O desejo de Deus é que toda a Igreja se prepare, vista uma roupa de linho branco, abandone definitivamente todas as impurezas e toda forma de corrupção. Da mesma forma que a noiva se prepara cuidadosamente para a celebração das núpcias, escolhe um belo vestido branco, se embeleza, assim também devemos proceder, especialmente os que percebem que o momento das núpcias está muito próximo.
Primeiro combate escatológico
"Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus, porque estão para realizar-se as núpcias do Cordeiro, e sua esposa já está pronta: concederam-lhe vestir-se com limbo puro, resplandecente - pois o linho representa a conduta justa dos santos.
A seguir, disse-me: Escreve: felizes aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro". (Apo 19,7-9)
Após as núpcias do cordeiro, trava-se o primeiro grande combate escatológico, cumprindo-se, assim, II Tessalonicense 2,8: "Vi então o céu aberto: eis que apareceu um cavalo branco, cujo montador se chama Fiel e Verdadeiro, ele julga e combate com justiça. Seu olhos são chama de fogo; sobre sua cabeça há muitos diademas, e traz escrito um nome que ninguém conhece, exceto ele; veste um manto embebecido de sangue, e o noe com que é chamado é Verbo de Deus. Os exércitos do céu acompanham-no em cavalos brancos, vestidos com linho de brancura resplandecente.
Da sua boca sai uma espada afiada para com ela ferir as nações.
Ele é quem as apascentará com um cetro de ferro. Ele é quem pisa o lagar do vinho do furor da ira de Deus, o Todo Poderoso. Um nome está escrito sobre seu manto e sobre sua coxa: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. (Ap 19,15-21)
"Vi depois um Anjo que, de pé no sol, gritou em alta voz a todas as aves que voam no meio do céu: Vinde, reuni-vos para o grande banquete de Deus, para comer carnes de reis, carnes de capitães, carnes de poderosos, carnes de cavalos e cavaleiros, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. Vi então a Besta reunida com os reis da terra e seus exércitos para guerrear contra o Cavaleiro e seu exército. A Besta, porém, foi capturada juntamente com o falso profeta, o qual, em presença da Besta, tinha realizado sinais com que seduzira os que haviam recebido a marca da Besta que arde com o enxofre. Os outros foram mortos pela espada que saía da boca do Cavaleiro. E as aves todas se fartaram com suas carnes" (Apo 19,17-21).
Com vemos nesse texto, Jesus virá com os anjos e santos e os exércitos celestes. Jesus vencerá, então, a Besta e as nações que se alimentam a ela. A Besta está capturada juntamente com o falso profeta e ambos serão lançados vivos no lago de fogo.
"Vi então um Anjo descer do céu, trazendo na mão a chave do Abismo e uma grande corrente. Ele agarrou o Dragão, a antiga serpente - que é o Diabo, Satanás - acorrentou-o por mil anos" (Apo 20,1-2).
O dragão é acorrentado por mil anos e atirado no abismo, fechado e lacrado, onde permanecerá até o final do milênio.
O milênio
"Ví então tronos, e aos que neles se sentaram foi dado poder de julgar. Vi também a vida daqueles que foram decapitados por causa do Testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, e dos que não tinham adorado a Besta, nem sua imagem, e nem recebido a marca sobre a fronte ou na mão: eles voltaram à vida e reinaram com Cristo durante mil anos. Os outros mortos, contudo, não voltaram à vida até o término dos mil anos. Esta é a primeira ressurreição.
Feliz e santo aquele que pratica da primeira ressurreição! Sobre estes a segunda morte não tem poder; eles serão sacerdotes de Deus e Cristo, e com ele reinarão durante mil anos" (Apo 20,4-6).
O texto acima traz revelações um tanto polêmicas ao afirmar que Jesus reinará sobre a terra por mil anos com Ele estarão os que ressuscitaram por ocasião de sua segunda vinda, os que foram martirizados durante a grande tribulação.
O texto fala, também de uma primeira e de uma segunda ressurreição, considerando como a primeira ressurreição os que ressuscitarão ao final da grande tribulação para reinar com Cristo e o que foi narrado na primeira carta aos Tessalonicenses: "Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, em seguida, nós os vivos que estivermos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor nos ares e assim estaremos para sempre com o Senhor" (I Tez 4,16-17).
A segunda ressurreição, conforme o texto, será a ressurreição final, no milênio. Por isso ele afirma "feliz aquele que participa da primeira ressurreição, sobre a segunda morte não tem poder". Os que não ressuscitarem por ocasião da vinda do Senhor; os que não forem arrebatados e os que não se mantiverem fiéis, aceitando o martírio durante a grande tribulação, não participaram da primeira ressurreição e não reinarão com Cristo sobre a terra, no milênio. Portanto, só participarão da ressurreição no juízo final para serem condenados, esta será a segunda morte.
Em relação ao milênio, o comentarista da Bíblia de Jerusalém (p. 2.325, item q) diz que na Igreja antiga uma corrente da tradição interpretou literalmente este versículo: "Após uma primeira ressurreição real a dos mártires, Cristo voltaria sobre a terra para um reinado feliz de mil anos em companhia de seus fiéis", e acrescenta: "Esse milenarismo literal nunca foi favorecido na Igreja."
Existem entre os teólogos católicos e protestantes três correntes: uma que afirma não haver o milênio, também conhecida por milenarismo; uma segunda corrente milenarista, que afirma que já estaríamos no milênio, cujo início se daria com a ressurreição de Jesus e seu término com sua segunda vinda; e uma terceira corrente, chamada de pré-milenarista, composta pelos que acreditam que esse texto de apocalipse deve ser entendido literalmente, ou seja, o milênio teria início com a segunda vinda do Senhor, após a grande tribulação, conforme narrado em Apocalipse 20 4-6.
A dificuldade em aceitarmos a tese milenarista e milenarista encontra-se no fato de entender como ocorrerá o que se disse em 1 Tessalonicenses, 4,13-18 e na compreensão das explicações dadas por esses teólogos acerca da primeira e segunda ressurreição. Eles defendem a tese de que a primeira ressurreição ocorre, conforme narrado por Paulo em sua carta aos Romanos (Rm 6,1-11), quando acolhemos Jesus pela fé. A adesão pela fé em Jesus, segundo o próprio Paulo, não significa ressurreição, mas nascimento; ressurreição é morrer e voltar à vida. Jesus fala para Nicodemos: "É necessário nascer de novo." Portanto, é menos lógico interpretar nascer pela fé como ressurreição do que aceitar o que Paulo afirma em Tessalonicenses.
Ademais, o próprio Paulo, em Filipenses, assim afirma: "Para conhecê-lo, conhecer o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, conformando-se com ele na sua morte, para ver se alcanço a ressurreição de entre os mortos. Não que eu já o tenha alcançado ou que já seja perfeito, mas vou prosseguindo para ver se o alcanço, pois que também já fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, eu não julgo que eu mesmo o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me do que fica para trás e avanço para o que está diante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus" (Fl 3,10-13).
Se em Romanos 6 Paulo deixou margem para se interpretar novo nascimento como ressurreição, no texto acima esclarece que, mesmo tendo nascido de novo pela fé em Jesus, não alcançou ainda a ressurreição, mas espera alcançá-la. Portanto, crer em Jesus me faz nascer de novo, aguardando minha ressurreição.
O Missionário - Ressuscitados pelo amor de Deus e a intercessão de Maria
CAPÍTULO XVII
QUAL DEVE SER NOSSA POSTURA?
De acordo com o apóstolo Paulo, o dia do Senhor virá como um ladrão noturno. O ladrão noturno surpreende os que não estão preparados, que vivem descuidados. De um modo geral, o ladrão age no escuro, sempre contando com o fator surpresa.
Quando o apóstolo afirma que a vinda do Senhor será como um ladrão noturno, certamente não está querendo dizer que Jesus é como o ladrão, que quer surpreender. Muito pelo contrário: o próprio Paulo, em Tessalonicenses, afirma: "Vos, porém meus irmãos, não andais em treva, de modo que este dia não vos surpreenda como um ladrão."
As pessoas prudentes não andam a qualquer hora, em lugares desertos e escuros. Em casa, procuram se proteger, colocando boas trancas nas portas, grandes janelas, se possível alarmes e cercas elétricas. Essas pessoas prudentes dificilmente são surpreendidas pelo ladrão.
Há, no entanto, pessoas imprudentes, que acham que nunca vai acontecer nada: andam por lugares escuros, despreocupadamente. Em casa, não se importam com a segurança, e são surpreendidas pelo ladrão.
Ao longo deste livro, pudemos evidenciar o desejo de Deus de que toda a Igreja, alertada por todas as profecias a respeito do Dia do Senhor, esteja preparada para esse dia. E assim ocorrerá: a Igreja fiel será surpreendida; ao passo que os imprudentes o serão.
Armadilhas do adversário
Por ocasião da libertação dos escravos, no final do século XIX, a postura dos senhores de engenho em relação aos negros libertos serve para ilustrar o que estamos percebendo nesses últimos dias.
Mesmo após a princesa Isabel abolir a escravidão no Brasil, muitos continuavam escravos. Diferente de hoje, um notícia levava muito tempo para circular e chegar a todos. Imagine a dificuldade dos abolicionistas para darem a conhecer aos escravos que já estavam livres. Aproveitando-se disso, os fazendeiros mal intencionados encontravam um modo de dificultar que essa notícia se espalhasse. Promoviam diariamente, nas senzalas, festas regadas a comidas e bebidas à vontade, bem parecidas com o pão e circo do Império Romano. Enquanto os escravos estavam se divertindo, não pensavam em liberdade e, mesmo que ela viesse, estavam tão contentes com aquele modo devida que muitos deles não abandonariam as fazendas. Essa era a estratégia dos fazendeiros.
O que percebemos hoje é algo muito parecido e até profetizado pelo apóstolo Paulo: "Sabe, porém, o seguinte: nos últimos dias sobrevirão momentos difíceis. (...) Os homens serão traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres do que de Deus" (2Tm 3,1.4).
O que estamos percebendo hoje é a mesma estratégia sendo utilizada por satanás. Você já notou a facilidade que existe hoje para a satisfação do prazer carnal? As orgias se multiplicam, assim como as casas noturnas, o consumo de drogas, o sexo, as novelas, os reality shows. Satanás sabe que pouco tempo lhe resta, por isso procura seduzir e destruir os escravos do pecado.
Dessa forma, evita que o homem tome conhecimento de que está próxima a libertação de toda escravidão.
Vigiar para não ser surpreendido
"Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados pela devassidão, pela embriaguez, pelas preocupações da vida, e não se abata repentinamente sobre vós aquele dia, como um laço; pois ele sobrevirá a todos os habitantes da face da terra. Ficai acordados, portanto, orando em todo o momento, para terdes a força de escapar de tudo o que deve acontecer e de ficar de pé diante do Filho do Homem" (Lc 21,34-36).
Jesus faz algumas advertências fundamentais na vida daqueles que não querem ser surpreendidos com sua vinda: que os vossos corações não fiquem pesados pela devassidão, embriagues e preocupações da vida.
O livro de provérbios nos orienta a "manter o nosso coração acima de tudo, porque dele provém toda a vida" (Pv 4,23). O cuidado sugerido por Jesus é que não nos deixemos enganar, pois a devassidão nos escraviza e quando ocupa nosso coração toma o lugar que é de Deus.
Jesus, em Apocalipse, afirma "eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo" (Ap 3,20); em João Jesus assegura "se alguém me ama guardará a minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos a nossa morada" (Jo 14,23).
Portanto, fomos criados por Deus, para Deus. Nosso coração deve ser ocupado por Deus e tudo o que é de Deus Quando nos afastamos de Deus, abrimos espaço para aquilo que não é; e se deixemos nosso coração se encher de devassidão, trocamos Deus pelos prazeres. Adulteramos um projeto original de Deus, por isso perdemos a alegria, a paz, a felicidade e também pela bebida, pelos prazeres e passamos a ter necessidade de permanentemente fugir da realidade e, enganados pelo inimigo, nos aprofundamos nos vícios.
Todo aquele que está embriagado é presa fácil nas mãos do inimigo. Quem está embriagado pelo prazer não tem domínio de si: age quase que compulsivamente orientado pelo prazer. Quem está embriagado pelo ódio não tem liberdade; é escravo, age impulsionado pelo seu ódio e assim com as drogas, com o sexo...
As preocupações da vida, só as possuem os que estão longe de Deus, pois os cristãos têm a promessa do Senhor: "Não busqueis o que comer ou beber; e não vos inquieteis! Pois são os gemidos deste mundo que estão à procura de tudo isso: vosso Pai sabe que tendes necessidades disso. Pelo contrário, buscai o seu reino, e essas coisas vos serão acrescentadas" (Lc 12, 29-31).
Os que são de Deus se ocupam em fazer sua vontade, na convicção de que Ele cuida de nós. Porém, aqueles que estão preocupados com as coisas da vida estão de certo modo escravizados; não são livres para Deus. Para eles, o risco de serem surpreendidos é muito grande. Por isso o Senhor nos adverte para não nos deixarmos levar nem pela devassidão, nem pela embriaguez e nem pela preocupação da vida, mas viver a confiança filial.
Na primeira parte do texto de Lucas supracitado, Jesus nos adverte para aquilo que não devemos fazer. No versículo 36, nos orienta para o que devemos fazer: a primeira coisa é ficar acordados, a mesma advertência dada pelo apóstolo Paulo, o que significa dizer que devemos estar em permanente vigilância.
A segunda advertência é orar em tudo o momento. Essa orientação do Senhor nos propõe uma comunhão com Deus, não apenas ter alguns momentos de oração, mas viver uma vida de oração. Por isso ele diz orar em todo momento: ao deitar, ao levantar, ao escovar os dentes, ao tomar o café da manhã, ao se dirigir para o trabalho, durante o trabalho, em cada etapa do trabalho, em cada pessoa que eu encontro, em cada telefonema que dou ou recebo, caminhando pela rua, esperando uma consulta...
Orar em todo momento é, na verdade, ter o desejo de glorificar a Deus em tudo o que eu fizer. Essa deve ser a postura daqueles que não querem ser surpreendidos e não serão, assim afirma o Senhor.
Conselho de Pedro
"Se todo este mundo está falando a desfazer-se assim, qual não deve ser a santidade do vosso viver e da vossa piedade, enquanto esperais e apressais a vinda do Dia de Deus, no qual os céus, ardendo em chamas, se dissolverão e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão? " (2 Pd 3,11-12).
O projeto original de Deus é que sejamos santos. Paulo, em Efésios, afirma: "Nele Ele nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele, no amor" (Ef 1,4). Essa é uma verdade esquecida por muitos cristãos, por isso, costumamos ouvir de determinados irmãos - como se fora absolutamente normal - "mas também eu não sou santo!"
Como se fosse possível ser cristão e não ser santo!
Pedro, nosso primeiro Papa, ao se referir à vinda gloriosa do Senhor, adverte-nos para o modo como devemos esperá-lo.
Ao afirma "qual não deve ser a vossa santidade", ele quer dizer que não devemos apenas nos preocupar com a santidade porque a vinda do Senhor está próxima.
Ao dizer "qual não deve ser a vossa santidade", Pedro propõe que todos os que são capazes de perceber a proximidade do dia do Senhor devem redobrar o esforço na busca de uma santidade ainda maior. É como se ele dissesse: - se você ora, intensifique suas orações; se você é um servo ou uma serva do Senhor, desempenhe sua missão com mais zelo; se algumas situações ainda há imperfeições em sua vida, lute para eliminá-las. Creio que o desejo de Pedro é que façamos tudo para viver uma santidade irrepreensível, para nosso bem e o bem de toda a Igreja.
Vivendo em santidade
"Quando estávamos entre vós, já demos esta ordem: quem não quer trabalhar também não há de comer. Ora, ouvimos dizer que alguns dentre vós levam vida à-toa, muito atarefados sem nada fazer" (2 Tes 3,10-11).
No tempo de Paulo, muitos, já não queriam trabalhar esperando a vinda do Senhor. Tal atitude é condenada. A atitude proposta por Paulo é fazer tudo em santidade. Não é deixar de estudar, mas fazê-lo de modo santo. Não é deixar de sonhar, mas ter os sonhos que o levem a Jesus. Se você pensa em se casar, que seja para santificar-se no matrimônio, e assim, como Paulo diz: "O Deus da paz vos conceda santidade perfeita, e que o vosso ser inteiro, espírito, alam e corpo, sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da vinda do Senhor Jesus Cristo" (1 Tes 5,23).
Alceu Amoroso Lima, também conhecido como Tristão de Ataíde, autor de vários livros sobre a doutrina social da Igreja, extraordinário cristão católico, morreu com mais de 90 anos.
já ao final de sua vida, em uma entrevista, lhe perguntaram se estava com medo de morrer, e ele respondeu: "Por que teria medo? Passei a vida toda me preparando para esse dia!"
Para todos os que pensarem e procederem como Tirstão de Triade, vivendo na fidelidade ao Senhor, buscando uma vida de santidade, o dia do Senhor será um dia glorioso. Mas para aqueles que continuam escravos do pecado, vivendo de modo carnal, sem considerar Deus em sua vida, esses devem se preocupar. Porém, mesmo para eles, ainda há tempo, basta que se arrependam e voltem para o Senhor, que tem misericórdia de todos quer salvar!
"Eis agora o tempo favorável por excelência. Eis agora o dia da salvação" (2 Cor 6,2b).
Caminho de santidade
Já vimos anteriormente o desejo de Deus é nossa santificação. O apóstolo Pedro nos exorta a intensificarmos a busca dessa santidade, uma vez que o dia do Senhor se aproxima.
O processo de nossa santificação tem início no dia de nossa conversão e termina com nosso encontro definitivo com o Senhor. A Igreja afirma que fomos criados por Deus em estado de justiça e santidade, isto é, Deus nos deu uma alma perfeita, que ao interagir num corpo de pecado se desfigura.
Tal processo implica precisamente novamente configurarmos nossa alma a Deus. Para isso precisamos nascer de novo pela fé em Jesus e a partir de então nos esforçar por viver uma vida digna, de filhos de Deus.
Portanto, após nossa conversão, devemos iniciar o caminho de santificação: substituir em nossa vida tudo o que é motivação pela carne e pelo mundo por aquilo que é da vontade de Deus. A grande dificuldade que encontramos é que muitos, ao se converterem, já se acostumaram a viver de maneira carnal e mundana, são incapazes de perceber o que desagrada a Deus em sua vida. Em razão disso, temos necessidade de utilizar todas as armas e graças que nos são disponibilizadas por Deus através da Igreja, a fim de alcançarmos o estado de homem perfeito.
A palavra de Deus
O livro de Hebreus assim afiram: "Pois a palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes; penetra até dividir alma e espírito, juntas e medulas. Ela julga as disposições e as intenções do coração. E não há criatura oculta a sua presença. Tudo está nu e descoberto aos olhos daquele a quem devemos prestar contas" (Hb 4,12-13).
O autor de Hebreus faz afirmações fundamentais para nossa caminhada. Diz que a Palavra é viva e eficaz, isto é, age em nosso interior com eficácia, fazendo-nos enxergar. Mais do que isso, curando-nos e libertando-nos enxergar. Mais do que isso, curando-nos e libertando-nos das misérias acumuladas pelo pecado.
O apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, nos ensina: "Desde a tua infância conheces as sagradas letras; elas têm o poder de comunicar-te a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Jesus Cristo.
Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado a toda boa obra" (2 Tim 3,15-17). Paulo está convencido de que, se queremos crescer na fé, progredir no caminho do Senhor, não podemos desistir da Palavra de Deus, pois é ela que tem o poder de comunicar a sabedoria que conduz à salvação. Mais do que isso: é a Palavra de Deus que nos instrui, exorta, refuta e corrige, dando-nos condições de crescer em santidade.
O salmista assim afirma: "Guardo no fundo do meu coração a vossa palavra para vos não ofender" (Sl 118,11). Acredito que os cristãos, no momento em que se separaram entre católicos e protestantes, ficaram com a Palavra de Deus, dando a ela todo valor, mas abandonando os sacramentos. Os católicos, por sua vez, mas abandonando os sacramentos. Os católicos, por sua vez, ficaram com os sacramentos. Os católicos, por sua vez, esquecendo-se no entanto, da riqueza e da importância da Palavra de Deus no centro de suas vidas.
Durante muitos anos, tenho pregado e ensinado as pessoas a lerem a Palavra de Deus, mas percebo que, pela cultura católica, há uma grande resistência de escolher a proposta de fazer um estudo diário da Palavra, algo indispensável na nossa salvação.
O que posso afirmar é que a Palavra de Deus fez toda a diferença em minha vida. Há mais de 30 anos faço a experiência do estudo diário da Palavra e posso afirmar sem nenhuma dúvida de que tudo o que tenho e que sou é resultado da Palavra de Deus em minha vida. Portanto, a partir de minha experiência, posso atestar que a Palavra de Deus é fundamental na vida de todo aquele que quer se preparar para a chegada do Senhor.
Caro leitor, se você é uma dessas pessoas que ainda não percebeu a riqueza da Palavra de Deus e a necessidade dela na sua vida, não deixe para amanhã. Se ainda não possui, compre uma Bíblia Católica imediatamente. Compre também um caderno, lápis hidrocor, caneta e siga as instruções a seguir. E inicie já, pois o tempo é breve!
O Missionário - Ressuscitados pelo amor de Deus e a intercessão de Maria
CAPÍTULO XVIII
ORIENTAÇÕES PARA ESTUDO BÍBLICO
Caro leitor, se você é uma dessas pessoas que ainda não percebeu a riqueza da Palavra de Deus e a necessidade dela na sua vida, não deixe para amanhã. Se ainda não possui, compre uma Bíblia Católica imediatamente. Compre também um caderno, lápis hidrocor, caneta e siga as instruções a seguir. E inicie já, pois o tempo é breve!
Leia a Bíblia todos os dias. Escolha um local e um horário para sua leitura. Tenha à mão caderno, lápis de cor ou hidrocor.
Faça seu diário espiritual. Inicie com oração, pois o estudo bíblico é um diálogo entre você e Deus. Leia a Bíblia diariamente, siga o roteiro abaixo, encontre os itens pedidos e anote-os:
1. Promessas de Deus (escolha uma entre as várias que o texto possa lhe oferecer).
2. Ordens a obedecer (registre a ordem de Deus indicada no texto que você obedecer naquele dia).
3. Princípio eterno (é uma verdade irrefutável; base da vida cristã).
4. Mensagem de Deus para mim hoje (é o versículo que mais lhe chamou a atenção na leitura).
5. Como aplicar isso em minha vida? (sua resposta para Deus).
Orientações para o Estudo Bíblico:
NOVO TESTAMENTO
Primeira Carta de São João (3 vezes)
Evangelho de São João (2 vezes)
Evangelho São Marcos (2 vezes)
Carta de São Paulo
Gálatas
Efésios
Filipenses
Colossenses
1° e 2° Tessalonicenses
1° e 2° Timóteo
Tito
Filemon
Evangelho de São Lucas
Atos dos Apóstolos
Carta aos Romanos
Evangelho de São Mateus
1° a 2° Carta aos Coríntios
Carta aos Hebreus
Cata a São Tiago
1° e 2° Carta São Pedro
2° e 3° Carta São João
Carta São Judas
Reler todo o NT nessa Sequência
ANTIGO TESTAMENTO
Gênesis
Êxodo
Números
Josué
Juízes
1° e 2° Samuel
1° e 2° Reis
Amós
Oséias
Isaías (1-39)
Miquéias
Naum
Sofonias
Habacuc
Jeremias
Lamentações
Ezequiel
Abdias
Isaías ( 40-45)
1° e 2° Crônicas
Esdras
Neemias
Ageu
Zacarias
Isaías (56-66)Malaquias
Joel
Jonas
Rute
tobiaas
Judite
Ester
Eclesiástico
Cânticos dos Cânticos
Jô
Eclesiastes
1° e 2° Macabeus
Baruc
Daniel
Sabedoria
Levítico
Deuteronômio
Apocalipse
Após reler todo o NT, continuar lendo um capítulo do NT e outro do AT. Apocalipse: leia depois de ler toda a Bíblia
Eucaristia
"Nós nos transformamos Naquele que comungamos" (Santo Agostinho). Jesus afirma: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,53-56).
Através da Eucaristia, Jesus encontrou um modo de visivelmente estar conosco e ao mesmo tempo nos comunicar a vida. É direito de todo cristão batizado que vive no estado de comunhão com Deus receber Jesus Eucarístico diariamente.
A Oração Eucarística número 5 afirma que cada vez que participamos do sacrifício eucarístico renovamos nossa redenção. Com tal riqueza de graças disponível a todos nós, por que não nos beneficia de tudo isso?
Jesus, dialogando com os judeus, a respeito do maná, assim responde: "Em verdade, em verdade, vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu; porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá a vida ao mundo."
E concluiu: "eu sou o pão da vida" (Jo 6, 32-33; 35a).
O maná foi o alimento providenciado por Deus para seu povo que estava a caminho da terra prometida. Fato interessante a observar, em relação a esse alimento, é que cada um só podia colher a quantidade necessária para o sustento diário. Quem desobedecesse e pegasse porção maior para guardá-la para o outro dia não conseguia fazê-lo, pois essa quantidade excedente estragava. Com exceção do dia de sábado, quando era permitido colher uma porção dobrada em razão do repouso sabático.
Deus estava ensinando a seu povo que o alimento deve ser buscado a dada dia. Também Jesus, ensinando aos apóstolos através da oração do Pai Nosso, ensina-os a pedir ao Pai o pão para cada dia.
Claro está que esse pão de cada dia tem um duplo significado, pois não há sentido pensar que Jesus ensina aos seus apenas a se preocuparem com o alimento do corpo. Mais do que ensiná-lo a pedir, Jesus revela que é o verdadeiro Pão do Céu, providenciado por Deus. Muito mais do que é o maná, pois alimentava apenas o corpo e Jesus Eucarístico é o verdadeiro alimento espiritual.
Se você está a caminho da santidade, consiste de que o dia do Senhor se aproxima, por que não buscar Jesus Eucarístico diariamente? Ainda que isso implique ter que fazer sua agenda diária e que para isso alguma coisa deva ser sacrificada, vale a pena! Eu que o diga!
Maria, mãe de Jesus, mãe da Igreja, nossa mãe
"Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleófas, e Maria Madalena.
Jesus, então vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: Mulher, eis o teu filho!
Depois disse ao discípulo: "Eis a tua mãe."
E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa" (Jo 19,25-27).
A Igreja entende que na figura de João estávamos todos nós, os redimidos por Jesus. Os filhos e filhas de Deus. Sendo Maria a mãe de Jesus, e sendo a Igreja o corpo místico de Cristo, Maria é, portanto, a mãe da Igreja e nossa mãe.
No capítulo sobre os sinais precursores, mostramos que nossa mãe, zelosa pela salvação de seus filhos, já há muito vem alertando o mundo, por meio de aparições e advertências, transmitidas por videntes escolhidos por Deus. As aparições frequentes e em períodos quase regulares nos permitem perceber o tempo que estamos vivendo. Em Lourdes, na França, a aparição de Maria se deu às 6 horas da manhã; em Fátima (Portugal), às 12 horas, e em Medjugorge (antiga Iugoslávia) começou a aparecer às 17 horas e hoje está aparecendo próximo das 18 horas, sendo que de acordo com o evangelista São João o dia tem 12 horas. Começa às 6 da manhã e termina às 18 horas.
Ao aparecer próximo das 18 horas, Maria está apontando para a proximidade da vida do Senhor. Além das aparições de Maria indicarem que o relógio de Deus já está bem adiantado, também um grupo de cientistas nos revelam esse fato, explicitado de modo diferente. Em 1947, logo após a Segunda Guerra Mundial, foi criado um grupo de cientistas atômicos que recentemente publicou um documento em que estão adiantando em dois minutos o "relógio do Apocalipse" e, na contagem deles, faltam apenas cinco minutos para a hecatombe final. A análise que eles fazem está relacionada aos riscos de proporções mundiais que planeta vive, como o rísco de uma guerra nuclear, os problemas ambientais e outros.
Maria tem sido instrumento de Deus para advertir o mundo a respeito da segunda vinda do Senhor. São Luís Maria de Monfort, no seu livro intitulado Tratado da Verdadeira Devoção a Maria Santíssima, afirma que do mesmo modo que Jesus veio na primeira vez através de Maria, sua segunda vinda também será precedida por ela, pois Deus não muda seus, métodos.
Ao falar sobre a verdadeira devoção a Maria, são Luís declara que Maria é modelo de Igreja, portanto, se também queremos ser Igreja verdadeira, corpo místico de Cristo, precisamos imitá-la. Muito mais do que pedir seus favores, devemos obedecê-la, especialmente na ordem que ela nos dá nas Bodas de Caná, quando diz "Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2,5).
O Papa João Paulo II viveu a experiência do cumprimento de uma das profecias transmitida pelas videntes na aparição em Fátima, em 1917, conhecida como o terceiro segredo de Fátima. A profecia foi confirmada e o segredo foi desvendado.
Na visão, o Papa sofreria um atentado, o que veio a ocorrer com João Paulo II quando um atirador chamado Ali Agca, a pouca distância do Papa, dispara um tiro com a intenção de matá-lo. Milagrosamente, segundo os médicos, a bala se desviou de todas as áreas vitais, deixando por onde passou sequelas que se transformaram mais tarde em um verdadeiro martírio na vida do Papa.
O próprio Sumo Pontífice, que havia adotado o lema: "Todo vosso" (Totus Tuus), consagrando a Maria todo o seu papado, reconheceu que a mão de Maria o protegeu. E no momento de tanta aridez espiritual no mundo, com tantos questionamentos filosóficos de uma Igreja profundamente racional, o Papa João Paulo II cria um novo ministério para o rosário: o mistério da luz, incentivando a Igreja a rezar diariamente o rosário.
São Luis Maria de Monfort afirma que um dos modos de avaliar a santidade de um fiél verificando o amor que ele tem por Maria. Sem dúvida nenhuma, aquela que foi escolhida por Deus para ser filha de Deus, esposa do Espírito Santo e mãe de Jesus, tem lugar especial no coração de Deus.
Rezar o rosário, contemplando os mistérios de nossa salvação é, sem dúvida nenhuma, um caminho seguro de santidade.
Conclusão
"Homens de Galiléia, por que estais aí a olhar para o céu?
Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá do mesmo modo como o viste partir para o céu" (At 1,11)
"Quem é, pois, o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu sobre a criadagem, para dar-lhe alimento em tempo oportuno?
feliz daquele servo que o Senhor, ao chegar, encontrar assim ocupado.
Em verdade eu vos digo, ele o constituirá sobre todos os seus bens.
Se aquele mau servo disser em seu coração: Meu Senhor tarda, e começar a espancar os seus companheiros, a comer e beber em companhia dos bebedores, o senhor daquele servo virá em dia imprevisto e hora ignorada.
Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas.
Ali haverá choro e ranger de dentes" (Mt 24,45-51).
Procuramos ao longo destas leituras, despertá-lo para a segunda vinda de Cristo, de modo que você, caro leitor, não seja surpreendido. Nosso desejo é que, percorrendo cada página e tendo os textos bíblicos como fundamento, você se prepare.
“Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprar para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.” (Mt 25,1-13).
As profecias reveladoras da proximidade do dia do Senhor estão se cumprindo e cada dia mais tornam evidentes. A mídia mundial já as anuncia e a ciência as comprova. Se não sabemos quando, podemos afirmar que o Senhor virá e que está próximo, mas uma vez todos os sinais precursores da sua segunda vinda estão se realizando.
Podemos ignorá-los ou até contestá-los, pois somos livres, mas acredito que o mais sensato, o mais seguro - e por que não dizer o mais lógico - seria considerá-los, quem sabe até investigá-los melhor para que, assim, possamos estar em conformidade com a vontade de Deus traduzida em Palavra. Vigiai, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão.
A segunda vinda do Senhor será uma grande celebração. A celebração das núpicias entre o noivo, Jesus, e a noiva, a Igreja, que somos, eu, você, todos nós. Por isso, quando mais o dia se aproxima, mais alegres ficam nossos corações. Lembremo-nos de que temos um noivo perdidamente apaixonado, que fez loucuras de amor por nós. O mais belo entre os filhos dos homens.
Como noiva, devemos nos empenhar, nos adornar das mais preciosas jóias das nossas virtudes; e usar o melhor dentre todos os perfumes, odor de santidade, pois o noivo que vem é a santidade em essência e como noiva precisamos ter a essência da santidade. Ao nos unirmos seremos um com Ele e a vitória de Deus se consumará.
Que na chegada do Senhor você estaja de pé, diferentemente, do mundo, que estará em angústia e desesperado, e saia de suas entranhas uma felicidade extrema por perceber que sua libertação está próxima.
Sim, venho em breve. amém!
Maranatha, vem, Senhor Jesus
Autor: José Miguel Martini
EM MEMÓRIA DE NOSSO IRMÃO E QUE DEUS O TENHA INTERCEDENDO POR NÓS!
Miguel Martini tinha leucemia e estava internado no Hospital Luxemburgo, em BH
Morreu na noite dessa quarta-feira, em Belo Horizonte, por volta das 21 horas, o ex-deputado Miguel Martini, aos 58 anos. Ele tinha leucemia e estava internado há um mês no Hospital Luxemburgo, região Centro-Sul da capital. O corpo está sendo velado nesta quinta-feira no Cemitério Bosque da Esperança, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde também acontecerá o sepultamento, marcado para as 16 horas de hoje.
Miguel Martini foi deputado estadual em Minas Gerais por três legislaturas (1995/1999 – PSDB; 1999/2003 – PSN; 2003/2007 – PSB). Seu último cargo eletivo foi de deputado federal, pelo PHS, na legislatura 2007-2011.
Atualmente Miguel Martini acumulava o cargo de presidente da Associação dos Amigos do Hospital Mário Penna, além de ser membro do Conselho Curador da Associação dos Amigos do Hospital Mário Penna. O ex-parlamentar também pregador da Renovação Carismática Católica e membro do Grupo Mundial de Evangelização de Políticos e Empresários
José Miguel Martini nasceu em Colatina , no Espírito Santo, era casado e teve dois filhos. O ex-parlamentar era bacharel em história e também cursou Engenharia Civil na Fundação Souza Marques , no Rio de Janeiro.
Bibliografia
Aliegri, Renzo. Os Mistérios do Papa Wojtyla. Tradução e adaptação de Olivio Cesca. Editora Myrian, Porto Alegre. 2004
Bíblias: AVe Maria, Pastoral e Jerusalém
Carecismo da igreja Católica
João Paulo II. O Esplendor da Verdade (encíclica). Disponível em : www.vatican.va/POR0072/_INDEX.HTM
Koogan / Houaiss. Enciclopédia e Dicionário Ilustrado. Edições Delta, 1994 Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1994.
Kowalska, Santa M. Faustina. Diário A Misericórdia Divina na Minha Alam. Tradução: Prof. Mariano Kawka. Congregação dos Padres Marianos. 1995
Monfort, São Luis Maria Grignion de Tratado daVerdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. 1° Edição Popular do Serviço de Animação Eucarística Mariana. Novissima versão portuguesa fiel à edição original francesa. Anápolis. Julho de 2002.
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O Missionário - Ressuscitados pelo amor de Deus e a intercessão de Maria
