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Segunda Vinda de Jesus

SEGUNDA VINDA DE JESUS

 

CAPÍTULO X


ARREBATAMENTO DA IGREJA FIEL

O tema do arrebatamento da Igreja é bastante polêmico, talvez, por isso, embora bíblico, seja tão pouco comentado pelos estudiosos e teólogos, como veremos adiante. Outra razão para ser tão pouco discutido é não encontrar muita sustentação racional, pois entra genuinamente no campo do sobrenatural, como várias outras afirmações bíblicas que nos exigem fé: a Eucaristia, a ressurreição de Lázaro, o arrebatamento de Elias, entre outras várias afirmações bíblicas.

No Novo Testamento, Paulo é o primeiro a falar, com muita clareza, sobre esse tema, como vemos na primeira carta aos Tessalonicenses: "em seguida nós, os vivos que estivemos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro  com o Senhor, nos ares."

Paulo, com muita coragem e clareza, entra no tema do arrebatamento quando escreve aos Tessalonicenses com o objetivo de responder às prováveis dúvidas que aquela igreja apresentava sobre o que acontecia com os mortos e os vivos por ocasião da segunda vinda de Cristo: "Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também os que morreram em Jesus, Deus há de levá-los em sua companhia. Pois isto vos declaramos, segundo a palavra do senhor: que os vivos, os que ainda estiverem aqui para a vinda do Senhor, não passaremos à frente dos que morreram. Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; em seguida nós, os vivos que estivermos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras"(1Tes 4, 13-18).

AO responder a esses prováveis questionamentos da Igreja de Tessalônica, Paulo começa a falar sobre o arrebatamento, continua no capítulo 5 e, na segunda epístola, tratando do tema da segunda vinda do Senhor, traz, inclusive, revelações bastante esclarecedoras que trataremos mais adiante.

Ao escrever aos Coríntios, referindo-se ao tema da ressurreição, mais uma vez ele revela algo novo, que chama de um mistério. Assim ele descreve como se dará o arrebatamento: "Digo-vos, irmãos, a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorruptibilidade. Eis que vos dou a conhecer um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num instante, num abrir e piscar de olhos, ao som da trombeta final: sim, a trombeta tocará, e os mortos ressurgirão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Com efeito, é necessário  que este ser corruptível se revista da incorruptibilidade e que este ser mortal se revista da imortalidade"(1Cor 15, 50-53).

Maria foi arrebatada

Antes, porém, de analisarmos outros textos bíblicos, verificamos que a doutrina da igreja afirma (inclusive como dogma de fé) que Maria foi assunta ao céu, em corpo e alma. Certamente cumpriu-se em Maria o que Paulo afirma na primeira carta aos Coríntios: "Eis que vos dou a conhecer um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados" (1Cor 15, 51).

Se em romanos 6,23 lemos que o salário do pecado é a morte, e segundo o dogma da igreja que Maria foi concebida sem pecado, parece logico concluir que ela não poderia morrer. Como dizem os teólogos, Maria seguiu todos os passo de Jesus, na sua morte, ressurreição e arrebatamento aos céus. 

Há uma diferença, no entanto, entre o arrebatamento de Jesus e o de Maria. Segundo a igreja, Jesus ascendeu aos céus e Maria foi assunta aos céus, ou seja, Jesus, após cumprir toda sua missão, subiu aos céus e Maria, após cumprir sua missão, foi arrebatada aos céus, cumprindo o 1Coríntios 15,53: "Com efeito, é necessário que esse ser corruptível se revista da incorruptibilidade e que este ser mortal se revista da imortalidade."

Se Maria, modelo da igreja gloriosa, foi arrebatada, também a igreja fiel vos será, por ocasião da vinda do senhor, como Paulo afirma: "Por isso vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: que os vivos, os que ainda estivermos aqui, para a vinda do senhor, não passaremos à frente dos que morreram. Quando o senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em cristo ressuscitarão primeiro; Em seguida nós, os vivos que estivermos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para encontro com o senhor, nos ares. E assim estaremos para sempre com o Senhor"(1Tes 4, 15-17).

Além do apostolo Paulo, em diversos outros textos do Antigo e Novo Testamento este tema é tratado. Além de Maria, outros personagens bíblicos foram arrebatados, como verem adiante. Tomemos o livro do Gênesis: "Henoc andou com Deus depois desapareceu, pois Deus o arrebatou"(Gn 5,24). "Henoc agradou ao senhor e foi arrebatado, exemplo de conversão para as gerações"(Eclo 44,16).

Em Eclesiástico, reafirma-se o texto de Gênesis a respeito do arrebatamento de Henoc. Outro personagem bíblico arrebatado foi Elias, como narrado segundo o livro dos Reis: "Se me vires quando eu for arrebatado(...)" (2Rs 3,11).

No livro de Cânticos, no diálogo entre o amado e a amada, ou seja, entre Jesus e a igreja, ou ainda, entre Jesus e a alma, assim é descrito: "Fala o meu amado, e me diz: Levanta-te minha amada, formosa minha, venha a mim! Vê o inverno: Já passou! Olha a chuva, já se foi! As flores florescem na terra, o tempo da poda vem vindo, o canto da rola está-se ouvindo em nosso campo. Despontam figos na figueira e a vinha florida exala perfume. Levanta, minha amada, formosa minha venha a mim!" (Ct 2,10-13).

De maneira velada, vemos neste texto uma síntese dos acontecimentos escatológicos e dente eles o arrebatamento. Apenas para nos sentimos, o amado convida sua amada a ir até ele. Logo a seguir, ele diz que os acontecimentos revelam que está na hora de a igreja ir até ele. Quando afirma que o inverno já passou, a chuva já se foi, as flores já floresceram na terra, é como se dissessem que a chuva prepara o terreno para que os frutos sejam abundantes.

O derramamento do Espírito Santo é essa chuva de bênção que veio preparar o terreno do coração dos jovens para os frutos de santidade. Fez florir os corações que estão prontos para dar frutos; e, para a colheita ser maior, a poda vem vindo, ou seja, se aproxima a grande tribulação. E o canto da rola, percepção de que virá a colheita está-se ouvindo no campo, e acrescenta: " despontam figos da figueira." A figueira é Israel, que já floresceu. E a vinha florida exalam perfume. É hora da igreja se levantar e ir ao encontro do amado para as núpcias com o cordeiro.

O arrebatamento dos fiéis antes da tribulação

Pedro, na segunda Epístola, capítulo 2, versículo 9, afirma: "É certamente porque o Senhor sabe livrar das provações os homens piedosos e reservar aos ímpios para serem castigados no dia do juízo."

"Visto que guarda-se minha recomendação de perseverar, eu te guardarei na hora da prova que virá sobre o mundo inteiro, para provar os habitantes da terra. Vou chegar logo: conserva o que tens, para que ninguém te arrebate a coroa" (Ap 3, 10-11).

Tanto Pedro quanto João, que a igreja fiel não passará pela grande tribulação, pois será preservada. Certamente, através do arrebatamento. Há uma grande lógica em tudo isso, pois o ano da graça inaugurado pelo senhor Jesus, descrito no evangelho de Lucas, termina com arrebatamento da igreja, ou seja, o ano da graça é tempo em que todos os que aceitarem Jesus e viverem a fidelidade a ele se tornarão livres do castigo (Lc 4,18). Após o ano da graça, virá o dia da vingança do nosso Deus: "...A proclamar um ano aceitável ao senhor e um dia de vingança do nosso Deus" (Is 61,2).

Muitos teólogos colocam o arrebatamento após todos os acontecimentos escatológicos com conclusão de todo o processo salvífico de Deus. Uma importante contribuição a realidade do arrebatamento dos cristãos antes da grande tribulação é a descoberta de uma homilia do século IV ou V chamada "sermão sobre o fim do mundo", de um autor designado pseudo-Efrem.

É assim chamado porque os estudiosos de Patrologia, ciência que abrange o estudo da vida e da obra dos padres da igreja, afirma que este sermão não foi escrito e proclamado o santo Efrem de Nísibe, um dos santos padres da igreja, que viveu na Síria, mas por outro autor provavelmente seu discípulo. Isso não é estranho, ao contrário, muito comum na época. Para dar mais força ao argumento, o autor usava um pseudônimo, o nome de alguém, de mais peso e mais conhecido. Nesse caso, Santo Efrem que enriqueceu a igreja com muitos e substanciosos ensinamentos. 

Para o nosso propósito, o importante é, para desafiar os cristão s para uma vida santa, um autor daquela época escreveu e assim pregou:

"Por que, portanto, não rejeitamos todo o cuidado dos atos terrenos e nos preparamos para o encontro com o Senhor Jesus Cristo, para que ele possa arrancar-nos  da confusão que oprime todo o mundo... Todos os santos eleitos de Deus serão reunidos juntos, antes da tribulação, que deve vir, e serão levados ao Senhor, para que não vejam, em qualquer tempo, a confusão que oprime o mundo por causa de nossos pecados"( Grant Jeffrey, Apocalypse - Frontier Research publication, 1992, 85 - 94).

A vingança será a punição do pecado. Porém, todos os que estiverem vivendo piedosamente em cristo se beneficiaram do castigo que caiu sobre Jesus na cruz do calvário. Portanto, não sofreram a grande tribulação que virá sobre todos os habitantes da terra. Passarão por ela todos os que não quiseram se apropriar da salvação oferecida pelo Senhor Jesus.

"Quem crê no filho tem a vida eterna. Quem recusa, crer no filho não verá vida. Pelo contrário, a ira de Deus permanece sobre ele" (Jo 3,36).

Se Jesus já sofreu no meu lugar, pelo meu pecado, não preciso mais sofrer. Portanto, o dia da ira de Deus cairá sobre todos os que não creem em Jesus. É bom lembrar que, como vimos anteriormente, no capítulo IX, um dos modos de recuperarmos a graça é pelo parente remidor, o outro modo, é por nós mesmos.

O exemplo de Noé e Ló

Em Lucas, Jesus, respondendo aos fariseus e seus discípulos, a respeito de sua segunda vinda, cita dois momentos em que Deus interveio na humanidade para punir o pecado refiro-me a Noé e a Ló. Nos dois casos, algumas pessoas foram preservadas e a maioria infiel sofreu a punição. No caso de Noé, oito pessoas foram salvas e, no caso de Ló, ele e suas filhas foram salvos, ao contrário de seus familiares, que não deram ouvidos à sua advertência.

"Como aconteceu nos dias de Noé, assim também ocorrerá nos dias do homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. Do mesmo modo que aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam, mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, caiu do céu fogo e enxofre, eliminando a todos. Será desse modo o dia em que o filho do homem for revelado" (Lc 17, 26-30).

No tempo de Noé, o pecado havia chegado ao cúmulo. Deus decidiu, então, destruir a humanidade. Contudo, o dilúvio apenas foi indicado após Noé e os seus entrarem na arca, isto é, Noé e os seus que eram fieis foram salvos da punição de Deus. "O Senhor disse a Noé: entra na arca tu e toda a tua família, porque és um justo que veio diante de mim no meio desta geração"(Gn 7,1); "Noé - com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos - entrou na arca para escapar das aguas do dilúvio" (Gn 7,7).

Nos casos de Ló, "os homens (anjos) disseram a Ló: ainda tens alguém aq1ui? Teus filhos, tuas filhas, todos os teus que estão na cidade, faze-os sair desse lugar. Porque vamos destruir este lugar, pois é grande o grito que se ergueu contra eles diante dos Senhor nos enviou para exterminá-los. Ló foi falar com seus futuros genros, que estavam para casar com suas filhas: levantai-vos, disse ele, deixai este lugar, porque o Senhor vai destruir a cidade. Mas seus futuros genros acharam que ele gracejava" ( Gn 19,12-14).

Como descrito acima, Deus mandou avisar a Ló e aos seus que saíssem de Sodoma, porque viria a punição. Os fiéis, porém, foram salvos da ira de Deus: Quando o sol se erguia sobre a terra e Ló entrou em fegor, o Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo vindos do Senhor, e destruiu essas cidades e toda planície,, com todos os habitantes da cidade e a vegetação do solo. Ora, a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal" (Gn 19, 23-26).

Aproveitando a graça

Quando não quiser aproveitar o ano da graça e se salvar pela fé poderá salvar-se através do martírio na grande tribulação, e muitos se salvarão. Um dos anciãos tomou a palavra e disse: este que estão trajados com vestes brancas, quem são e de onde vieram? eu lhe respondia: Meu senhor, és tu quem o sabe! Ele, então, me explicou: estes são os que vem da grande tribulação, lavaram suas vestes e alvejaram-nas no sangue do cordeiro" (Ap 7,13-14).

Porém, não há necessidade de passarmos pela tribulação. Podemos aproveitar esse tempo da graça, aceitar Jesus como o Senhor e salvados, e passarmos a viver uma vida de santidade e piedade, aguardando o arrebatamento e a nossa reunião com o senhor nos ares, onde estaremos para sempre com ele. 

Por isso Jesus disse "quando começar a acontecer essas coisas, erguei-vos e levantai a cabeça, pois esta próxima a vossa libertação (Lc 21,28).

Após o arrebatamento, terá início a grande tribulação. Se Deus mesmo quer nos preservar, só depende de nós, o que você está esperando? Se já está próximo o dia do Senhor, a qualquer momento poderá ocorrer o arrebatamento. Então, prepare-se!

O Missionário  - Ressuscitados pelo amor de Deus e a intercessão de Maria

 

 

 

CAPÍTULO XI


A GRANDE TRIBULAÇÃO

 

"Naquele tempo haverá uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais.
E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma vida se salvaria.
Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados"
(Mt 24,20-22).

A Palavra de Deus, especialmente por meio dos evangelista, nos fala de um período chamado grande tribulação, que virá sobre todos os habitantes da terra. Trata-se do derramamento da ira de Deus sobre o pecado. Já vimos anteriormente Deus proceder desse modo - como no caso de Noé e Sodoma e Gomorra. Lá o pecado havia chegado ao cúmulo e Deus, mesmo na sua longanimidade, decidiu puni-lo. A grande tribulação será a última intervenção de Deus para punir o pecado. É importante perceber que nosso Senhor não deseja que os homens passem pela grande tribulação. Nosso Deus, que é Pai, respeitou a liberdade humana e o homem pecou. Imediatamente o Senhor deu início ao processo de salvação, chegando ao ponto de entregar seu próprio Filho para sofrer em nosso lugar. Deus, pela sua justiça, teria de punir o pecado e, não querendo nos punir, desviou sua ira para o seu Filho que, por amor, aceitou sofrer em nosso lugar na cruz do calvário. Por isso Paulo afirma "aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, a fim de que por  Ele, nos tornemos justiça de Deus" (2 Cor 5,21).

Uma breve visita ao livro dos Reis (1 Rs 18,16-40) nos permite compreender o que ocorreu no calvário e o que ocorrerá na grande tribulação. Lendo o texto, verificamos que o povo havia abandonado Deus e mergulhado na idolatria, nos cultos pagãos. O profeta Elias convoca todo o povo de Israel para se reunir e desafia aos quatrocentos e cinquenta profetas de Baal que, juntos, oferecessem um sacrifício a Baal ao passo que ele, Elias, oferecia sozinho um sacrifício ao Senhor Deus.

"Então Abdias foi encontrar-se Acab e contou o que havia acontecido. E Acab saiu ao encontro de Elias. Logo que o viu, lhe disse: Você é a ruína de Israel! Elias respondeu: Não sou eu quem estou arruinando Israel!. Pelo contrário, é você e sua família, porque vocês abandonaram Javé e seguiram os ídolos. Pois bem! Mande que todo Israel se reúna comigo no monte Carmelo.
Então Elias se aproximou do povo e disse: Até quando vocês vão mancar com as duas pernas? Se Javé é o Deus verdadeiro, sigam a Javé. Se é Baal, sigam a Baal. O povo nada respondeu. Então Elias continuou: Fiquei sozinho como profeta de Javé, enquanto os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta. Tragam aqui dois bezerros: vocês vão escolher um. Depois de cortá-lo em pedaços, o coloquem sobre a lenha, mas não acendam o fogo. Eu vou preparar o outro bezerro, o colocarei sobre a lenha e também não acenderei o fogo. Vocês invocarão o deus de vocês e eu invocarei a Javé. O Deus que responder, enviando fogo, é o Deus verdadeiro. Todo o povo concordou: 'A proposta é boa`.

Então Elias disse aos profetas de Baal: 'Escolham um bezerro e preparem primeiro, pois vocês são maioria. Invoquem o nome do deus de vocês, mas não acendam o fogo.´ Então eles pegaram o bezerro e prepararam e ficaram invocando a Baal, desde a manhã até o meio-dia, e suplicando: Baal, responde=nos.´ Mas não se ouvia nenhuma voz, nenhuma resposta, apesar de dançarem, dobrando os joelhos, ao redor do altar que tinham feito. Pelo meio-dia, Elias começou a zombar deles: Gritem mais alto; Baal é deus, mas pode ser que esteja ocupado. Quem sabe teve que se ausentar.
Ou então está viajando. Talvez esteja dormindo e seja preciso acordá-lo´. Então eles gritavam mais alto e, conforme o costume deles, fizeram talhos no próprio corpo com espadas e lanças, até escorrer sangue. Depois do meio-dia, entraram em transe até a hora da apresentação das oferendas. Mas não se ouvia nenhuma voz, nenhuma palavra, nenhuma resposta.

Então Elias disse a todo o povo: Venham aqui. Todos se aproximaram e Elias reconstruiu o altar de Javé, que estava demolido. Pegou doze pedras, conforme o número das tribos dos filhos de Jacó, a quem Javé tinha dito: Você se chama Israel. E com as pedras construiu um altar em honra a Javé. Fez em volta do altar um canal capaz de conter duas arrobas de sementes. Empilhou lenha, cortou o bezerro em pedaços e o colocou sobre a lenha. depois disse: Encham quatro baldes de água e derramem sobre a vítima e sobre a lenha. Eles assim fizeram. Então Elias voltou a dizer: Façam tudo outra vez. E eles tornaram a fazer. Elias voltou a dizer: Façam isto  pela terceira vez. Eles assim fizeram. A água escorreu ao redor do altar, e até o canal ficou cheio de água.
 

Chegando a hora da oferta, o profeta Elias se aproximou e rezou: Javé, Deus de Abraão, de Isaac e  de Israel, todos saibam hoje que tu és Deus em Israel, que eu sou teu servo e que foi por tua ordem que eu fiz todas essas coisa. Responde-me, para que este povo reconheça que tu, Javé, és o Deus verdadeiro, e que és tu que convertes o coração deles. Então Javé mandou um raio que consumiu a vítima, a lenha, as pedras e as cinzas e secou a água que estava no canal. O povo viu tudo isso e prostrou-se no chão, exclamando: Javé é o Deus verdadeiro! Javé é o Deus verdadeiro!  Então Elias disse a eles: Agarrem os profetas de Baal. Não deixem escapar nenhum. E eles os agarraram. Elias fez os profetas de Baal descer até o riacho Quison, e aí os degolou."

Mal Elias iniciou a oração, um fogo imediatamente consumiu toda a oferenda que estava sobre a madeira. aquele fogo foi a ira de 
Deus que deveria cair sobre todo o povo de Israel, mas foi desviada para aquela oferenda. Do mesmo modo, no calvário, a ira de Deus  deveria ter caído sobre todos nós que pecamos, mas o Senhor a desviou para a cruz, dando-nos, assim, a oportunidade de nos livrarmos da ira (justiça) divina. 

Aqueles, porém, que não acolheram a salvação e permanecerem no pecado sofrerão as consequências de sua decisão.

A grande tribulação será um período de muita dor e sofrimento. É também identificado como "o dia de vingança do nosso Deus" ( Is 61,2b) ou o dia da ira de Deus.

O profeta Naum assim declara: Javé é lento para a ira, mas grande em poder. Mas nada deixa Javé impune" (Na 1,3). Também no Êxodo  lemos a respeito de Javé: "Que guarda o seu amor a milhares, tolera a falta, a transgressão e o pecado, mas a ninguém deixa impune" ( Ex 34,7).

Assim como Deus não poupou seu próprio filho, que assumiu nosso pecado ("aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós" - 2 Cor 5,21), em razão de sua justiça também não poupará os que não se converterem.

Segundo a Palavra de Deus, a grande tribulação terá a duração de sete anos divididos.........Continuaremos daqui aguardem!

 O Missionário  - Ressuscitados pelo amor de Deus e a intercessão de Maria

 

 

 

CAPÍTULO XII


A MANIFESTAÇÃO DO ÍMPIO

 

O tema central do segundo capítulo da carta de São Paulo aos Tessalonicenses é a segunda vinda de Cristo. Paulo destaca os acontecimentos que procederão este dia, procurando, assim, alertar a Igreja, para que não seja surpreendida e enganada. Nesse texto, Paulo traz revelações que são ao mesmo tempo, graves e de difícil compreensão. Se, porém, observarmos o contexto, poderemos entender, com mais facilidade, essas revelações.

O apóstolo começa o versículo 3 (veja abaixo) advertindo a Igreja, para que não se deixe enganar por pessoa alguma a respeito desse tema. Logo, passa a estabelecer uma cronologia que deverá ser seguida, o que permite observar se a sequência prevista por ele está sendo seguida ou se alguma falsa profecia está sendo anunciada.

 

"Não vos deixeis enganar de modo algum por pessoa alguma; porque deve vir primeiro a apostasia, e aparecer o homem ímpio, o filho da perdição, o adversário, que levanta contra tudo que se chama Deus, ou receber um culto, chegando a sentar-se pessoalmente no templo de Deus, e querendo passar por Deus. Não vos lembrais do que dizia isto quando estava convosco? Agora também sabeis o que ainda o retém, para aparecer só a seu tempo. Pois o mistério da impiedade está agindo, só é necessário que seja afastado aquele que ainda o retém! Então, aparecerá o ímpio, aquele que ainda o retém! Então, aparecerá o ímpio, aquele que o Senhor destruirá com o sopro de sua boca, e o suprimirá pela manifestação de sua vinda. Ora, a vinda do ímpio será pela manifestação de sua vinda. Ora, a vinda do ímpio será assinalada pela atividade de satanás, com toda sorte de portentos, milagres e prodígios mentirosos, e por todas as seduções da injustiça, para aqueles que se perderam, porque não acolheram o amor de verdade, a fim de serem salvos. É por isso que Deus lhes manda o poder da sedução, para acreditarem na mentira e serem condenados, todos os que não creram na verdade, mas antes consentiram na injustiça" (2 Tes, 2,3-12).

 

Primeiro deve vir a apostasia

 

Um sequência de acontecimentos é prevista pelo apóstolo Paulo, antes da vinda de Jesus, Segundo a ordem em que ocorrerão, primeiro deverá vir a apostasia, depois o aparecimento do homem ímpio e algo que que o retém, em seguida aquele que ainda o retém e, por fim, a manifestação do homem ímpio. Tomemos, então, o primeiro acontecimento para nossa reflexão: a apostasia.

Mas o que vem a ser apostasia? O dicionário define a palavra apostasia como o abandono público de uma religião por outra. Seu início começa com o esfriamento da fé e a perda desistindo de sua expressão. É um processo que contagia e à medida que vai se desenvolvendo, cria condições para toda forma de manifestação do mal, chegando à negação total da fé. Astutamente o inimigo, em todo o tempo, mas especialmente nos últimos dias, tem trabalhado intensamente nessa direção.

Uma série de fatores tem contribuindo para isso: uma religiosidade estéril, o racionalismo religioso, o desconhecimento da palavra de Deus, da doutrina e da própria liturgia, a tentativa de muitos que já esfriaram na fé de substituir a graça de Deus pelo esforço humano, o relativismo moral, a busca de novidades, enfim, esse e tantos outros meios têm sido utilizados pelo inimigo de Deus e da Igreja, a fim de preparar o terreno para sua manifestação.

 

Você sabe como ocorre a apostasia? Uma boa comparação pode ser feita com uma situação do dia-a-dia. Veja bem, pense alguém dirigindo um automóvel à noite, numa viagem muito longa. Em determinado momento, a pessoa, cansada, começa a sentir uma moleza no corpo. Ela se ajeita no banco do carro, se desperta, mas logo começa a bocejar. A pessoa tem a consciência de será com muito sono, mas não quer parar.
O cansaço e o sono aumentam e geralmente a peso começa a piscar mais longamente os olhos; em vez de parar e descansar, ou tomar uma atitude que reverta esse quadro, ela não admite, que o sono está-se intensificando. Por não ter sido prudente, acaba cochilando uma, duas ou mais vezes e uma dessas cochiladas mergulha no sono e o acidente (na maioria das vezes fatal) acontece.

O mesmo não se dá com a apostasia. Esfria-se na oração, perde-se o sentido da celebração, da liturgia, abandona-se a palavra de Deus. O tempo que era utilizado para as coisas de Deus passa a ser usado para coisas mundanas.. Dá-se início a um processo de relativismo moral, que está contagiando o mundo inteiro: a pessoa começa a justificar suas atitudes, que sabe serem imorais, comparando-as com aqueles que deveriam ser modelo, mas que as estão praticando por terem também caído em desgraça da fé, a apostasia.

Um rápido olhar para a realidade da Igreja no mundo nos permite facilmente identificar quão avançado está esse processo. Percebemos uma Europa praticamente sem Deus, não admitindo, inclusive, a palavra Deus em sua Constituição; nos Estados Unidos, uma nação que se edificou sobre os fundamentos cristãos trazidos pelos puritanos ingleses e até hoje culturalmente valorizados, assistimos a grande escândalos provocados pela igreja, que seja católica ou protestante.

Uma diocese decretou sua falência por ter de indenizar os abusos sexuais e financeiros têm sido recorrentes entre líderes protestantes.

Voltando nosso olhar para a Ásia, vemos que a exploração sexual e outro comportamentos anticristãos têm sido manchetes frequentes na mídia. No Brasil, percebemos a repetição dos fatos, porém, com situações de maior ou menor intensidade.

É notório do crescimento desse relativismo moral, um dos maiores males para a Igreja, que pode ser definido como a ideia ou fato que varia conforme as condições de meio e de tempo.
Ou seja, tudo é relativo. Não para São João e para quem conhece a palavra de Deus: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jo 8,32).

 

É preciso afirmar com toda clareza que a verdade não muda. Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. O relativismo moral é uma tentativa de justificar atitudes sabiamente imorais e antibíblicas, fruto do processo de apostasia, desconsiderando a verdade e amoral cristã. O relativismo moral tem levado ao afastamento de Deus, de tal modo que o Papa está frequentemente advertindo a igreja no mundo todo.

Percebemos a facilidade com que o inimigo tem encontrado espaço dentro e fora da Igreja para difundir suas ideias.
Nossa humanidade deve caminhar para a divindade; permanentemente devemos substituir em nossas atitudes e em nossa vida de um cristão. Jesus é o modelo do homem-deus e Paulo, escrevendo aos Efésios, diz que todos nós devemos crescer até alcançarmos a estatura de Jesus Cristo. "Até que alcancemos todos nós a unidade da fé de Jesus Cristo. "Até que alcancemos todos nós a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, o estado de homem perfeito à medida da estatura da plenitude de Cristo, Assim, não seremos mais crianças, joguete das ondas, agitados por todo vento de doutrina, preso pela artimanha dos homens e da sua astúcia que nos induz ao erro. Mas, agindo a verdade em amor, crescemos em tudo em direção àquele que é a cabeça, Cristo, cujo corpo em sua inteireza, bem ajustado e unido a verdade em amor, cresceremos em tudo em direção àquele que é a cabeça, Cristo, cujo corpo em sua inteireza, bem ajustado e unido por meio de toda junta e ligadura, com operação harmoniosa de cada uma de suas partes, realiza o seu crescimento para a sua própria edificação no amor" (Ef 4,13-16).

 

Só não enxerga o crescimento da apostasia quem não quer!

 

O aparecimento do homem ímpio

 

Conforme vimos anteriormente, Paulo prevê a manifestação do homem ímpio e ao mesmo tempo destaca dois grandes obstáculos ao seu aparecimento, quando afirma "algo que o retém" e "retém"

"Algo que o retém nos permite pensar na possibilidade de ser a presença da Igreja, que, uma vez arrebatada, deixaria espaço livre para a manifestação do mal.

"Aquele que o retém" pode ser compreendido como alguém usado por Deus para impedir ou retardar a manifestação do ímpio. Nesse caso, podemos pensar no saudoso Papa João Paulo II, especialmente se consideramos todas as sua ações. Ele lutou, incansavelmente, para restaurar dentro da Igreja a sã doutrina da salvação, num período de tantos questionamentos e ataques.
Apenas para citar um documento, em "O Esplendor da Verdade" João Paulo II restabeleceu uma série de verdades que estavam sendo questionadas, inclusive dentro dos seminários.

Quem não se lembra das diversas lutas que travou e ataques que sofreu até mesmo físico?
Sua presença incomodou profundamente o reino das trevas. Não seria absurdo identificarmos na pessoa de João Paulo II "aquele que o retém".

A vida de João Paulo II, desde a concepção até sua morte, foi marcada por, eventos muito fortes.
Na verdade, podemos dizer que ele foi muito bem preparado por Deus para a missão que deveria desempenhar. Sua mãe, uma senhor debilitada fisicamente, fora proibida por seu médico de engravidar, com a advertência de que uma gravidez traria risco para sua vida, e a da criança.
Anos após essa advertência, ela engravidou.

Ao constatar a gravidez, o médico, de forma ríspida, informa que ela não poderia levar adiante aquela gravidez. Disse que seria preciso abortar, na esperança de salvá-la Como mulher de fé, informa o médico que levaria adiante a gravidez e teria a criança, mesmo ciente dos riscos. Nasce, então Karol Woytila.
Vemos nesse episódio uma tentativa de assassiná-lo.

Quando criança, por volta dos 10 anos, um de seus colegas, de posse de um revólver esquecido descuidadamente por um adulto, aponta na direção de Karol, puxa o gatilho e um tiro é disparado, passando de raspão no seu corpo (segunda tentativa de assassiná-lo). Na juventude, na Polônia , durante a invasão nazista, já tendo perdido a mãe e o irmão, com o pai doente e debilitado, Karol foge dos ataques aéreos; é levado ao trabalho forçado e um dia, quando voltava para casa, é atropelado por um caminhão militar; cai na rua sem ninguém o socorresse, até que uma senhora idosa o vê e providencia socorro ( terceira tentativa de assassiná-lo).

O exército de Stálin expulsa as forças nazistas e ocupa a Polônia. Mais uma vez, nova onda de perseguição se desencadeia e Karol Woytila foi alvo especial do controle stalinista.
Espionado de todos os modos, nunca foi pego. Escolhido bispo, depois cardeal e sem que ninguém esperasse ´eleito papa, chamado então de João Paulo II. Revoluciona a Igreja, recolocando a doutrina e os valores cristãos no seu devido lugar.

Por meio de suas incansáveis viagens missionárias a todos os continentes, João Paulo II convoca os cristãos católicos a reavivarem sua fé, instando-os a uma nova evangelização. Reúne milhões de jovens, reedita documento, edita encíclicas e cartas apostólica.
Enfrenta, com coragem, todos os que atentavam contra a verdade.

Sem que ninguém entendesse, sofre um atentado, até hoje não explicado. É milagrosamente salvo, segundo ele próprio, pelas mãos de Maria. Disparado a pouca distância, o tiro não atingiu as áreas vitais, mas deixou sequelas que se tornaram verdadeiro martírio até o final da vida de João Paulo II (quarta tentativa de assassiná-lo).

 

Acrescente-se a tudo isso a declaração de Santa Faustina: "Jesus lhe diz: Ore pela Polônia, pois se ela se converter, tirarei dela aquele que vai preparar a minha segunda vinda."

A manifestação do ímpio.

 

Paulo adverte que a manifestação do ímpio será assinalada pela atividade de satanás, com toda sorte de milagres e prodígios mentirosos. Não havendo mais "o que e aquele" que o retém, satanás agirá livremente, pois ele é o dragão e com ele haverá a manifestação do falso profeta e do homem ímpio (o anticristo). Foi isso que João revelou em Apocalipse: "Por isso, alegrai-vos, ó céu, e vós que o habitais! Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu para junto de vós que o habitais" Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu para junto de vós cheio de grande furor, sabendo que lhe resta pouco tempo" (Ap 12,12).

 

Rememorando as história da salvação

 

Segue, adiante, um breve resumo, em ordem cronológica, para facilitar sua compreensão:

Deus cria o homem para ver viva eternamente no estado de santidade original, em harmonia com o Senhor, com os irmãos e com a natureza.

 

O homem, seduzido por satanás, peca. Como consequência:

a) o homem morre espiritualmente;

b) o homem perde a imortalidade;

c) a terra é amaldiçoada.

 

Deus promete a salvação por meio do chamado "proto-evangelho" (Gn 3,15). Iniciou-se assim a história da salvação.

Caim mata Abel Deus suscita nova descendência no lugar de Abel. Eva dá a luz Set; da descendência de Set surgirá Lamec, que gera Noé, que gera Sem, e Jafé; da descendência de Sem, o único que foi fiel, Deus suscita Tare, que gera Abraão, Nacor e Lô. Abraão gera Isac, que gera Jacó, que gera as doze tribos de Israel.

Israel chega ao Egito através de José; vive 400 anos de escravidão no Egito, onde Deus levanta Moisés, que os liberta da escravidão.

O povo de Deus entra na terra prometida, organiza-se e institui a monarquia. são levados para o cativeiro na Babilônia, voltam em 445 a.C. e reconstroem o templo e a cidade. Chegada a plenitude dos tempos, Deus envia seu filho nascido de uma mulher, de uma virgem.

Jesus inaugura o ano da graça (Lc 4,18) e, depois do qual, segundo Isaías (IS 61,2), haverá o dia da vingança do nosso Deus. O ano da graça termina com o arrebatamento da Igreja (1 Tes 4,13-16).

Após o arrebatamento e o afastamento daquele que o retém (2 Tes, 6-7), haverá a manifestação do homem ímpio (anticristo). Inicia-se a grande tribulação que durará sete anos; para o judeu, porém, somente três anos e meio.

Um casamento judaico é celebrado durante 7 dias, uma semana. Enquanto estiver acontecendo o casamento entre Jesus (o noivo) e a Igreja (a noiva), aqui na terra estará acontecendo a grande tribulação. Ao final desse período, virá Jesus glorioso com os anjos e os santos que haviam morrido e aqueles que foram arrebatados. Nesse momento, os judeus estarão sendo perseguidos pelo anticristo, verão Jesus e "olharão para aquele que transpassaram e então clamarão" (Zc 12,10) "Bendito o que vem em nome do Senhor" (Mt 23,39).

 

As duas bestas (anticristo e o falso profeta) serão destruídos e o dragão (satanás) será acorrentado.

Iniciará o milênio de Cristo sobre a terra. Ao final desse milênio, acontecerá o julgamento final.

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